Atualidades Geral 01.10.2026

Ucrânia: grande ataque a instalações de energia provoca cortes de emergência em Kyiv

Um grande ataque com mísseis e drones danificou instalações energéticas ucranianas em 30 de setembro. Kyiv e várias regiões sofreram cortes e desligamentos de emergência.

Ucrânia: grande ataque a instalações de energia provoca cortes de emergência em Kyiv
Na noite de 29 para 30 de setembro de 2026, a Rússia realizou, segundo as autoridades ucranianas, um grande ataque combinado com mísseis e drones contra a infraestrutura energética da Ucrânia. Kyiv e a região envolvente estiveram entre as zonas mais afetadas. Reuters e Associated Press noticiaram em 30 de setembro danos em instalações energéticas, falhas de energia elétrica e novas restrições na rede. Para as famílias, o episódio mostra como danos em instalações específicas podem afetar rapidamente vários serviços essenciais.

O primeiro-ministro ucraniano, Serhii Koretskyi, afirmou que foram atingidas instalações energéticas em Kyiv, na região de Kyiv e noutras partes do país. Descreveu o ataque como o primeiro ataque combinado desta dimensão contra o sistema energético desde o fim da última época de aquecimento. As autoridades ucranianas comunicaram de manhã cortes em partes de Kyiv e nas regiões de Dnipropetrovsk, Donetsk, Sumy e Kharkiv. Também foram relatados danos na central termoelétrica de Trypillia.

A empresa DTEK informou ter restabelecido a energia elétrica a mais de 8.000 clientes na margem esquerda de Kyiv após danos na infraestrutura. As equipes de reparo continuaram a trabalhar. No início da noite, a situação voltou a agravar-se: por ordem do operador de transmissão Ukrenergo, foram introduzidos cortes de emergência em partes de Kyiv e nas regiões de Kyiv, Chernihiv e Zhytomyr. A sobrecarga de equipamentos após os ataques foi indicada como causa imediata.

Mais tarde, os cortes de emergência em Kyiv foram levantados e substituídos por interrupções programadas. A diferença é importante. Um corte de emergência pode ocorrer sem aviso e não segue um horário normal. As interrupções programadas de estabilização permitem às famílias organizar pelo menos parte do dia. As autoridades pediram aos consumidores que acompanhassem a informação oficial dos operadores locais e usassem energia elétrica com moderação quando o fornecimento estivesse disponível.

Os efeitos não se limitaram a luzes e tomadas. Em Kyiv foi alertado que, sem energia elétrica, a pressão da água nos andares superiores também pode falhar. Transportes públicos, elevadores, comunicações móveis, refrigeração e outros sistemas elétricos podem igualmente ser afetados. Um corte regional pode, por isso, tornar-se muito mais do que um problema exclusivamente elétrico.

A versão russa também faz parte do contexto. O Ministério da Defesa russo declarou que entre os alvos estavam instalações energéticas na região de Kyiv que, segundo Moscou, eram utilizadas para produção militar. Independentemente dessa justificação, operadores e autoridades ucranianos confirmaram danos em infraestruturas energéticas e as consequentes interrupções do fornecimento.

Para a preparação doméstica, a lição é prática. Numa zona com fornecimento instável, uma lanterna não basta. São importantes telefones e powerbanks carregados, água potável, um plano para bombas elétricas ou elevadores, iluminação segura e informação atualizada do operador. Se os cortes de emergência forem substituídos por interrupções programadas, os períodos com energia elétrica devem ser usados para carregar dispositivos, reservar água e concluir tarefas necessárias.

O ataque de 30 de setembro não provocou um blackout total em todo o país. Mostrou, porém, como instalações danificadas, sobrecargas e reparações podem alterar o regime de cortes em poucas horas. As famílias devem preparar-se não apenas para um grande blackout, mas também para interrupções mais curtas, repetidas e difíceis de prever.

Fontes: Reuters; Associated Press; DTEK; Ukrenergo e Ministério da Energia da Ucrânia através de Ukrinform e Ukrainska Pravda. Atualizado: 1 de outubro de 2026.